Blog

Small text message

teamplates

quinta-feira, 20 de agosto de 2009 - - 0 Comments

http://www.efeitosvisuais.com/blog/2007/07/31/templates-css-xhtml-blogs/

A delicadeza de ser ético no jornalismo

quinta-feira, 30 de julho de 2009 - - 0 Comments

Interesses público, do público, manipulação da realidade e as relações com o filme ‘A montanha dos sete abutres’ (1951)

Parando para observar como funciona o fluxo de informações entre as regiões do mundo inteiro, nos deparamos com a notória importância, ou melhor, significância dos profissionais jornalistas nesse processo. Perceba que as informações são mútuas e estão presentes em tudo e, vinte e quatro horas pro dia. Muitas delas são absolutamente verdadeiras, outras apenas verídicas e, outras simplesmente falsas, mentirosas.

O jornalismo, representante dos meios de comunicação, tem o poder e, consequentemente, a decisão de escolher onde se enquadrará a notícia. Com a informaçõa nas mãos deve-se perguntar: Isso é algo de interesse público ou de interesse do público?

Informações de interesse público devem estar em primeiro plano no horizonte do jornalismo. De acordo com Taquina, elas podem afetar o bolso ou a consciêcnia do cidadão. Aquilo que é de interesse público, da coletividade, pode e deve ser divulgado. A sociedade não só tem o direito como precisa ter acesso a tais informações. O papel da imprensa na divulgação de fato dessa natureza é importantíssimo.

Já as informações de interesse do publico estão baseadas em bens, serviços e notícias banais, ou seja, o interesse das pessoa como consumidores. Partimos, então, do seguinte pressuposto: as pessoas têm curiosidades sobre o mundo, em especial sobre os aspectos mais pitorescos, e procuram satisfazer essas curiosidades através da mídia. O público tem interesse em saber qual a opção sexual desta ou daquela personagem importante, artista ou jogador. Também não foge da curiosidade de boa parte, principalmente dos jovens, saber se a modelo e apresentadora Daniela Cicarelli está ou não namorando alguém; se estava ou não de biquíni ou “nua” por ocasião do flagrante na praia espanhola; ver as fotos divulgadas por alguém que "flagrou" o seu "romance" sob as águas do mar.


O que de fato queremos ressaltar é que, para sermos éticos no contexto essencial da profissão precisamos nos importar mais com as inforamções de interesse publico, pois elas garantem o direito à informação séria e responsável com a sociedade, não prevalecendo o preceito constitucional da inviolabilidade da privacidade, da vida privada e da honra do indivíduo ou grupo de indivíduos a quem se dirige a matéria.

Sabemos que o jornalismo é a arte do recorte, ou seja, existe a realidade geral, básica, mas nem tudo cabe no jornal. É preciso, então, escolher o que ou não ser notícia. Para tanto, os jornalistas se utilizam de critérios de escolhas particulares, individuais, ou até mesmo coletivos, e que são denominados critérios de noticiabilidade. No momento de apuração de um fato, eles procuram mostrar a realidade baseados no foco, ângulo, mais retratante da mesma, quando são éticos, claro. Entranto, quando isso não acontece, precebemos que houve uma certa manipulação da realidade: Quando um indivíduo molda a relidade para o interesse de alguém ou algo. Neste contexto, podemos nos questionar o seguinte: o jornalismo se pauta pela ética “notícia boa é notícia ruim” porque o público pensa assim ou o público pensa assim porque o jornalismo só oferece isso?

Para que haja um jornalismo ético, é preciso que haja uma sociedade ética. O jornalismo é um atividade social e, nesse sentido, é consequencia da sociedade que o consome.

Além de entendermos os conceitos e as relações entre informações de interesse publico, interesse do publico e manipulação da realidade, vimos que o ato ético do jornalista, se dá quando este faz “a coisa” na dose certa. Agora, fazendo uma relação com a abordagem exposta em A montanha dos sete abutres (1951), destacamos:

O filme é bastante interessante, pois aborda temas morais e éticos. Mesmo tratando-se de um filme antigo, a manipulação política, o jogo de interesses e a falta de identidade da massa nos faz refletir essas atitudes infelizmente atualíssimas.

É também uma lição de jornalismo, política e hipocrisia. Um resumo da mesquinharia humana. Tornando-se, portanto, obrigatório para as discussões sobre ética.

O filme, além de tudo, retrata o que os repórteres sensacionalistas eram capazes de fazer só para conseguirem matérias de furo, ou para chamar a atenção do público. Hoje em dia também temos essas matérias sensacionalistas menos abrangentes do que antigamente. E é engraçado observar, que mesmo com o passar dos anos, as matérias ainda têm características daqueles tempos.